domingo, 3 de fevereiro de 2013

O expresso discurso socialista em Lincoln, do Spielberg

Lincoln, para o telegrafista que, não se contendo, questiona se deverá mesmo enviar uma importante mensagem sua:

"Devo transmitir, senhor?"

Lincoln, para o jovem: "Você acha que escolhemos para nascer?"

O jovem, titubeante, responde: "Eu acho que não".

Lincoln, insiste, socratiza: "Estamos equipados para os tempos em que nascemos?"

O jovem responde: "Bem, eu não sei sobre mim mesmo. Você pode ser... Senhor. Equipado."

O didático Lincoln não desiste: "O que você acha?"

O jovem conclui: "Bem, eu sou um engenheiro. Eu acho que há máquinas, mas... Ninguém fez a instalação".

Lincoln segue: "Você é um engenheiro, deve saber sobre axiomas de Euclides e noções comuns".

O jovem responde: "Eu posso ter tido isso na escola, mas..." (com expressão de não me lembro).

Lincoln, então: "Eu nunca tive muita escolaridade, mas eu li Euclides, em um livro velho que peguei emprestado. Pouca coisa já tinha encontrado seu caminho aqui" (aponta para sua cabeça), "mas...Uma vez que aprendi, aprendido ficou".

"A primeira noção comum de Euclides é esta: 'Coisas que são iguais à mesma coisa também são iguais entre si'. Essa é uma regra do raciocínio matemático".

"É verdade porque funciona. Assim foi e assim sempre será".

"Em seu livro... Euclides diz que isto é 'Autoevidente'."

"Tá vendo? Aí está, até mesmo em um livro de 2 mil anos sobre lei mecânica: é uma verdade autoevidente que coisas que são iguais à mesma coisa também são iguais entre si".

"Começamos com a igualdade.

Essa é a origem, não é?

Esse equilíbrio, isso é... Isso é transparente.

Isso é justiça!"
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